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Tecpar é o primeiro órgão certificador de madeira engenheirada do Brasil

Disponível para empresas de todo o país, o selo reconhece produtos que demonstrem conformidade técnica, desempenho estrutural, boas práticas de fa...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
13/10/2026 às 15h02
Tecpar é o primeiro órgão certificador de madeira engenheirada do Brasil
Foto: Hedeson Alves/Tecpar

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é o primeiro organismo certificador do Brasil a oferecer o Selo de Certificação de Madeira Engenheirada, concebido a partir de uma metodologia inovadora. O diferencial da iniciativa é a integração, em um único programa de certificação, de referências normativas internacionais com a avaliação conjunta de requisitos de produto, processo e práticas de gestão ambiental, social e de governança (ESG). Até então, esse tipo de certificação era emitido apenas por organizações estrangeiras.

Disponível para empresas de todo o país, o selo reconhece produtos de madeira engenheirada que demonstrem conformidade técnica, desempenho estrutural, boas práticas de fabricação, rastreabilidade de origem e práticas ESG. A solução foi criada para atender construtoras que buscam soluções estruturais confiáveis, indústrias moveleiras que utilizam derivados da madeira engenheirada, além de importadores e desenvolvedores de projetos sustentáveis.

"Com a iniciativa, o Tecpar dá um passo importante para o fortalecimento da qualidade e da competitividade da cadeia produtiva da construção em madeira no Brasil", afirma o diretor-presidente do instituto, Eduardo Marafon. Segundo ele, a certificação foi estruturada em resposta à crescente demanda global por produtos sustentáveis, seguros e rastreáveis neste segmento.

“Este novo programa representa um marco para o setor da construção sustentável e posiciona o Paraná como líder em tecnologia verde no setor madeireiro. Mais uma vez o Tecpar reforça seu protagonismo inovador ao desenvolver um modelo de certificação inédito, que alinha rigor técnico e compromissos socioambientais“, ressalta.

A gerente do Setor de Certificação de Sistemas do Tecpar, Melissa Umata Lucato, afirma que a certificação busca aumentar a confiança no uso da madeira engenheirada como alternativa sustentável aos materiais convencionais.

“Queremos proporcionar maior segurança para construtores, projetistas, investidores e consumidores. O selo também poderá ser aplicado para garantir conformidade técnica, segurança e aceitação comercial de novos produtos, além de ampliar a inserção dos produtos brasileiros em mercados que exigem comprovação de qualidade, origem e sustentabilidade”, pontua.

REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS– O protocolo de Certificação Nacional da Madeira Engenheirada foi desenvolvido a partir das experiências de outros países e adaptado às necessidades e particularidades brasileiras, baseado em referências técnicas e normativas internacionais.

“A certificação avalia toda a cadeia de produção da madeira engenheirada. É preciso saber de onde veio a madeira, como ela foi transformada, qual o seu desempenho estrutural, qual maturidade tecnológica da organização e como ela gerencia o ESG. Cada detalhe é avaliado e considerado no resultado final”, explica Melissa.

O regulamento estabelece critérios independentes para a avaliação de produtos como Madeira Laminada Colada (MLC/Glulam) e Madeira Laminada Cruzada (CLT) – que estão entre os principais sistemas construtivos utilizados em edificações de madeira de médio e grande porte.

O selo é aplicável a produtos com função estrutural, como vigas, pilares, painéis estruturais, lajes, paredes, coberturas e demais componentes estruturais; e a aplicações de uso não estrutural, como portas, painéis decorativos, mobiliário, divisórias internas, revestimentos e acabamentos.

NÍVEIS E EIXOS– O processo de certificação consiste em auditorias documentais, visitas técnicas, avaliações laboratoriais e monitoramento contínuo ao longo do ciclo de certificação. O selo vai garantir, por meio de auditorias independentes e de testes em laboratórios credenciados, que o produto seguiu toda a normalização para ser produzido.

As avaliações são independentes e devem atender a três eixos, com pesos distintos. Com peso de 60% na avaliação, o eixo 1 foca a qualidade do produto, suas características técnicas e de desempenho. O eixo 2 é voltado ao processo de fabricação e corresponde a 30% da avaliação. O terceiro eixo, que avalia as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) relacionadas à produção, equivale a 10% da pontuação final.

A obtenção do selo abrange três níveis de reconhecimento. As organizações que demonstram controle básico e conformidade dos processos podem ser contempladas com o nível bronze de certificação. Para obter o nível prata, é preciso apresentar uma gestão estruturada e monitoramento de desempenho. Já o nível ouro ou nível exportação reconhece organizações que apresentam excelência técnica, melhoria contínua, governança estruturada e alinhamento a referenciais internacionais.

PARCERIA– Patrick Reydams, bolsista pesquisador que participa do projeto Certificação de Madeira Engenheirada do Tecpar, explica que o selo foi criado para atender à solicitação das construtoras, incorporadoras e compradores de imóveis construídos em madeira engenheirada e clientes finais, que ainda se sentem inseguros com relação à qualidade do material.

“Apesar de o sistema de engenheirada já ser normalizado pela NBR, não há hoje nenhum instituto que ateste que a empresa cumpre as normas. A certificação do Tecpar vem para fazer essa checagem e colocar o selo de garantia de qualidade nos requisitos de durabilidade, resistência mecânica, construção e processo desses produtos. Esse será um grande impulsionador do mercado de construção com madeira”, enfatiza.

Segundo Reydams, o grande diferencial da certificação dos elementos estruturais para madeira engenheirada do Tecpar é que ela será pioneira no Brasil. “Pela primeira vez, teremos uma terceira parte independente fazendo a auditoria e de processo e de produto, para garantir ao mercado que a empresa cumpre com todos os requisitos normativos e de processo na fabricação desses elementos”, explica.

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