Geral Carreira em Pauta
NR-1
Saúde mental também é segurança do trabalho
15/06/2026 20h12 Atualizada há 1 mês
Por: Nayara I Maia Fonte: Própria

Olá,

Sou Nayara Maia, consultora de RH, e no programa TMTM dessa semana, no quadro Carreira em Pauta, abordamos o tema: NR-1.

Quando falamos em prevenção à saúde, a maioria das pessoas entende a importância de realizar exames periódicos, consultas de rotina e acompanhamento médico. Nas empresas, a lógica segue sendo a mesma.

Continua após a publicidade

Ninguém deve esperar adoecer para procurar um médico. É necessário fazermos check-ups para identificar possíveis problemas antes que eles se agravem. Com a saúde mental dos colaboradores, o raciocínio deve ser o mesmo.

Durante muito tempo, a segurança do trabalho esteve associada apenas à prevenção de acidentes físicos. Porém, fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva, conflitos constantes, comunicação inadequada, falta de clareza nas atividades, metas inalcançáveis e relações desgastadas também representam riscos à saúde dos trabalhadores. São os chamados riscos psicossociais.

Continua após a publicidade

Muitas vezes, esses riscos não são percebidos imediatamente. Eles surgem de forma silenciosa e, quando não acompanhados, podem resultar em estresse crônico, ansiedade, esgotamento emocional, aumento dos afastamentos, queda de produtividade e problemas no clima organizacional.

É justamente nesse contexto que a NR-1 reforça a necessidade de as empresas identificarem, avaliarem e acompanharem esses fatores de forma contínua. E aqui vale retomar a comparação com a medicina: O primeiro passo é o diagnóstico.

Assim como um médico solicita exames para compreender o estado de saúde de um paciente, a empresa precisa mapear seus riscos psicossociais por meio de questionários, entrevistas, pesquisas internas, indicadores de absenteísmo, turnover, afastamentos e observação da rotina de trabalho.

Continua após a publicidade

Mas identificar o problema não significa resolvê-lo. Quando um exame aponta uma alteração, inicia-se um tratamento e um acompanhamento para verificar se as medidas adotadas estão funcionando.

Nas organizações acontece da mesma forma. Após identificar os riscos, é necessário analisar os resultados, construir um plano de ação, definir responsáveis, estabelecer prazos e acompanhar a evolução das ações implementadas.

Se uma equipe apresenta sinais de sobrecarga, por exemplo, não basta registrar a informação em um relatório. É preciso investigar as causas, revisar processos, redistribuir demandas e monitorar se as mudanças realmente reduziram o problema.

Por isso, a prevenção não acontece apenas no momento da avaliação, ela acontece diariamente.

Está na forma como a liderança conduz a equipe, na clareza das responsabilidades, na organização das atividades, na comunicação e na capacidade da empresa de ouvir seus colaboradores. Além de promover ambientes mais saudáveis, esse acompanhamento também ganha relevância diante das fiscalizações relacionadas à gestão dos riscos ocupacionais.

Em uma fiscalização, não basta informar que a empresa se preocupa com a saúde mental. É importante demonstrar que existe um processo estruturado para identificar riscos, avaliar resultados, definir ações preventivas e acompanhar continuamente sua efetividade.

Os auditores costumam observar se a organização consegue evidenciar o mapeamento dos riscos, os planos de ação adotados, o monitoramento dos resultados e o envolvimento da liderança nesse processo.

Em outras palavras, não basta ter documentos: é necessário demonstrar gestão. Cuidar da saúde mental dos colaboradores não é apenas cumprir uma obrigação legal, é investir em prevenção. E prevenção, assim como acontece na medicina, sempre será mais eficaz do que tentar resolver um problema depois que ele já se instalou.

Porque empresas saudáveis são construídas por pessoas saudáveis.

Assista na íntegra o quadro "Carrreira em Pauta" dessa semana, clicando na imagem: 

Agende agora mesmo a sua consultoria e esteja em acordo com a NR-1