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Associações de pacientes com problemas de visão sugerem prazos para atendimento no SUS

As entidades reclamaram das filas e da demora nos atendimentos e pediram a aprovação de projeto de lei com prazos máximos de espera para consultas

04/07/2024 às 18h55
Por: Redação Fonte: Agência Câmara
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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Pacientes com problemas de visão reclamaram do atendimento oftalmológico no Sistema Único de Saúde (SUS) em audiência pública na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

De acordo com a representante da Retina Brasil, Ângela Sousa, o tempo para conseguir atendimento com oftalmologista no SUS é de, no mínimo, dois anos. Já a coordenadora da Coalizão Vozes do Advocacy Diabetes e Obesidade, Vanessa Pirollo, afirmou que, em algumas cidades de São Paulo, existem, em média, 18 mil pessoas na fila para consulta oftalmológica.

Diante deste quadro, a ativista sugeriu um projeto de lei com tempos máximos de espera por atendimento oftalmológico no SUS. “A gente fez um projeto de lei para que o prazo para ter acesso ao oftalmologista não passasse de 60 dias, que não passasse de 30 dias o prazo para acesso aos exames necessários para diagnosticar a retinopatia diabética, e que o tratamento estivesse disponível em até 30 dias.”

Segundo Vanessa Pirollo, cerca de 150 mil brasileiros desenvolvem retinopatia diabética por ano. Se essa condição não for tratada, leva à cegueira. Ainda conforme a especialista, o País gasta R$ 43 bilhões anualmente com medicamentos e tratamentos das complicações da retinopatia. Ela ressaltou que, quando a pessoa perde a visão, pede aposentadoria antecipada, vai precisar de um cuidador, e tudo isso vai onerar ainda mais os cofres públicos.

Por isso, os participantes insistiram na importância do diagnóstico precoce e da prevenção e reivindicaram a contratação de mais oftalmologistas para o SUS.

Diagnóstico
Autora do pedido para a realização do debate, a deputada Fernanda Pessoa (União-CE) afirmou que 70% dos casos de pessoas que se tornaram cegas poderiam ter sido evitados com diagnóstico preciso. "Daí vem a questão da acessibilidade em calçadas, ônibus, em suas próprias casas, emprego, a dificuldade de remuneração que uma pessoa acometida pela cegueira apresenta. Ou seja, um simples acesso a políticas públicas de saúde ocular apresentaria melhorias em tantas outras situações.”

Na opinião da diretora do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Wilma Lellis Barbosa, para a realização do diagnóstico precoce de problemas oftalmológicos é fundamental o trabalho integrado de diferentes especialistas do SUS. Segundo ela, o médico que atende um paciente com diabetes, por exemplo, precisa sempre solicitar uma avaliação de fundo de olho por um oftalmologista. Dessa forma, seria possível detectar problemas no início e readequar o tratamento.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Prevenção, combate e reabilitação dos diversos tipos de cegueiras. Presidente - Sociedade Brasileira de Glaucoma, Emilio Suzuki
Emilio Suzuki recomenda exames para quem tem fator de risco

Glaucoma
Além da retinopatia, outras doenças podem causar cegueira, como catarata e glaucoma, e até mesmo problemas comuns, como miopia e hipermetropia não tratadas.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma, Emilio Suzuki, o glaucoma representa a principal causa de cegueira irreversível no mundo. No Brasil, a estimativa é de que 2 milhões de pessoas vivam com a doença.

Por se tratar de patologia silenciosa, sem nenhum sintoma aparente, o glaucoma só pode ser detectado por meio de exames específicos de imagem do fundo do olho. Todos eles são oferecidos pelo SUS.

Emilio Suzuki recomenda os exames especialmente para quem apresenta algum fator de risco. “Pacientes acima de 40 anos, negros, diabéticos, míopes, principalmente acima de 5 graus, e os pacientes que têm já um histórico de pressão aumentada do olho. Problemas circulatórios também são importantes, e a história familiar também é importante.”

Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser tratado de diversas maneiras. A mais simples, e quase sempre eficaz, consiste na utilização de colírios. Emilio Suzuki acrescentou que existe um tratamento a laser e cirurgia, destinada para casos mais graves ou mais resistentes às abordagens convencionais.

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