Foi hoje, dia 25 de fevereiro, o ato convocado pelo presidente Jair Bolsonaro, na avenida Paulista em São Paulo. Milhares de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro compareceram e ocuparam uma grande extensão da avenida Paulista. Em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro defendeu anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro.
"O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar maneira de nós vivermos em paz. É não continuarmos sobressaltados. É por parte do Parlamento brasileiro (...) uma anistia para aqueles pobres coitados que estão presos em Brasília. Nós não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. A conciliação. Nós já anistiamos no passado quem fez barbaridades no Brasil. Agora nós pedimos a todos 513 deputados, 81 senadores, um projeto de anistia para seja feita justiça em nosso Brasil", disse o presidente.
Os apoiadores começaram a chegar pela manhã e os discursos tiveram início por volta das 14h30. O presidente Jair Bolsonaro chegou por volta das 15h, acompanhado de Tarcísio de Freitas - governador de São Paulo. Ricardo Nunes - prefeito de São Paulo, também esteve no ato, mas não discursou.
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Além do presidente Jair Bolsonaro, discursaram Valdemar da Costa Neto - o presidente do PL; Michelle - a primeira-dama; Tarcísio de Freitas - governador de São Paulo; Silas Malafaia - pastor e parlamentares apoiadores do ex-presidente.
A ex-primeira-dama fez um discurso de motivação religiosa.
"Desde 2017, nós estamos sofrendo, nós estamos sofrendo por exaltarmos o nome de Deus, porque o meu marido foi escolhido e porque ele declarou que era Deus acima de tudo", disse Michelle.
Bolsonaro foi o último a falar. Ele começou o discurso relembrando sua carreira política, o atentado sofrido durante a campanha de 2018 e "aquilo que aconteceu em outubro de 2022" – em referência à eleição em que foi derrotado ao tentar se reeleger. "Vamos considerar isso uma página virada na nossa história", afirmou. O presidente, então, disse ser perseguido e negou estar envolvido em qualquer tentativa de golpe de Estado.
"O que é golpe? Golpe é tanque na rua. É arma, é conspiração. É trazer classes políticas para o seu lado. Empresariais. É isso que é golpe. Nada disso foi feito no Brasil. Fora isso, por que continuam me acusando de golpe? Agora o golpe é porque tem uma minuta de um decreto de estado de defesa. Golpe usando a Constituição?"
Ex-ministro de Bolsonaro e eleito governador de SP com o apoio dele, Tarcísio de Freitas falou antes do ex-presidente.Tarcísio de Freitas agradeceu Bolsonaro, a quem chamou de amigo.
"Eu não vou chamar nem de presidente agora, vou chamar de Bolsonaro, meu amigo Bolsonaro. Você não é mais um CPF, você não é mais uma pessoa, você representa um movimento", afirmou.
Tarcísio de Freitas também fez elogios ao governo de Bolsonaro e disse que o público "estava com saudade de vestir o verde e amarelo."
Os apoiadores do ex-presidente chegaram ao local nas primeiras horas da manhã, com bandeiras do Brasil e camisetas amarelas.
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Alguns portavam bandeiras de Israel. Na última semana, o governo de Benjamin Netanyahu foi criticado por Lula, que chamou de genocídio a morte de palestinos em Gaza e comparou as ações do Exército israelense ao extermínio de judeus por nazistas no Holocausto. Em resposta, Israel declarou Lula "persona non grata", o que significa que sua presença não é bem-vinda.
Alguns apoiadores levaram cartazes contrários ao comunismo e com lemas em defesa da pátria e da família.
Estavam presentes no ato: